28.11.13

Mães

Parou de ler, ficou pensando. O cigarro, as palavras. Fumava desde a adolescência. Bateram no portão. Não, não era ninguém. A mãe falava que escrever e fumar estavam lhe tirando a vida. Latidos esparsos. O silêncio ganindo. Nenhum canto de galo. Onde estavam os galos? Num conto de Garcia Màrquez?, num poema de João Cabral? Antes havia os cheiros de doces, os abacateiros, laranjeiras, pessoas de verdade chamavam nos portões e entravam, as mães cuidavam dos quintais. As palavras, os cigarros. Bateram no portão de novo. Foi ver quem era.

Um comentário:

Jéssica Loiane disse...

Boa tarde amigo! Seu blog está ótimo! continue assim! bjo